Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
Coisas que nos passam pela cabeça.

Às vezes temos pensamentos que não queremos, recordamos coisas que queremos esquecer, revemos nos outros aquilo que queriamos nós estar a viver.

Esta semana isso aconteceu comigo. Uma colega de trabalho que mesmo gravidissíma teimava em ir à escola, teve uma grande surpresa: o puto decidiu que estava na hora e então rebentaram-lhe as águas ali mesmo. Ela começou rapidamente a sentir contracções fortes e chamaram a ambulância, não fosse a coisa dar-se ali mesmo. Quando saí de uma reunião deparei-me com um aparato enorme, portas escancaradas, bombeiros e muita gente no corredor, até que, eis que surge numa cadeira de rodas a tão esperada mamã. Ela estava com ar sofredor mas percebia-se que estava feliz. Confesso que nesse momento senti inveja, esse sentimento tão horrível mas tão difícil de controlar. Senti uma enorme vontade de chorar. Claro que desejei que tudo corresse bem, mas como queria estar naquele lugar!!!! Sinto-me muito mal quando tenho estes pensamentos.

Depois ainda senti uma grande revolta quando ouvia a toda a hora o comentário "coitadinha". E pensei "Coitadinha porquê? Ela não está doente, vai apenas ter o seu filho nos braços. Eu tive dores horrendas e não tenho cá a minha filha."

Enfim, parece que o puto já nasceu e tudo correu bem. Parabéns à mamã e a toda a família que irão receber mais este rebento e desculpem-me estes maus pensamentos.



publicado por nuvemm às 13:43
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8 comentários:
De maria a 21 de Janeiro de 2010 às 16:28
És humana, apenas isso...
bjs grandes e um abraço apertadinho


De Ana a 21 de Janeiro de 2010 às 22:07
Minha querida... és humana como todas as mulheres que passaram por uma dor como a tua.... Acredita vai melhorar o tempo é mesmo o nosso melhor amigo


De sonhoterumfilho a 22 de Janeiro de 2010 às 11:20
Amiga, as tuas palavras tocaram-me profundamente.
De facto nós que passamos por um parto, que tivemos o rebentamento das águas, as dores, tudo e não temos os nossos bebés conosco, é revoltante ver e ouvir tais comentários.
Imagino como te deves ter sentido. Tantas vezes me senti e ainda sinto assim...mas a vida há-de recompensar-nos um dia...
Um bj grande cheio de força
Susana


De Carla Brandão a 22 de Janeiro de 2010 às 12:43
Apenas te digo que isso é natural, mas realmente faz nos sentir mal com nos proprias. Beijinhos. PS: pensa que sugestão que te dei aqui há uns mesinhos atrás...lembras-te?.


De mjm a 22 de Janeiro de 2010 às 17:44
Amiguinha!!!
Não te culpabilizes!!!
Afinal nós que passamos pela perda, tornamo-nos pessoas bem diferentes querida! Além disso foi uma inconsciência ir trabalhar já com esse tempo de gravidez....

Como te deves ter sentido amiga...lamento tanto que tivesses passado por isso...
Elas nunca vão conseguir imaginar esta Dor!!!
Esses comentários a mim revoltam-me e tento afastar-me sempre para não responder alguma coisa que ninguém sente como eu.

Coragem Amiga, a vida ainda te vai trazer alegrias e o teu filho virá ao teu encontro!!!
Força Querida
Beijinhos Grandes


De PauLLa a 23 de Janeiro de 2010 às 16:28
Amiguinha
Estes sentimentos e esses pensamentos sao tds normais.....
Essa 'inveja' estara sp dentro de nós....
É inevitavel....

bj gd amiga
FORÇA


De Anónimo a 24 de Janeiro de 2010 às 22:13
olá querida, ao ler as tuas palavras revi exactamente os sentimentos que estou a viver, pois tenho uma colega de trabalho que tb está grávida a> e por vezes até me custa estar no mesmo sitio que ela, porque olho para ela e queria estar como ela - grávida a> . Quando ela anunciou a gravidez vim o caminho todo do trab para casa a chorar, e ainda hj choro. Tb me senti mto mal pk achava que estava com inveja dela, mas hj penso que não é inveja é vontade de estar no mesmo lugar. bjs


De Pedro Galante a 24 de Janeiro de 2010 às 22:54
Não são maus pensamentos, nem nunca o serão, mau seria se não pensasse dessa forma.
Na altura que a minha (nossa) Estrelinha partiu... três casais nossos amigos, cujas esposas estavam grávidas, meses mais tarde, vieram a dar à luz quatro bebes... Na altura, fiquei feliz, mas um feliz ensombrado pela perca da minha.
Ainda hoje, passados apenas 15 meses do ocorrido, tenho muita dificuldade olhar para um recém-nascido, e que culpa tenho eu? Nenhuma...

Forte abraço

Pedro


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